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Equipa do CEI venceu final do Concurso Geração €uro, organizado pelo BCE

08 Março 2017

A equipa Só CEI que nada CEI, venceu a 6ª edição portuguesa do Concurso Geração €uro. A final foi disputada no Banco de Portugal, em Lisboa

Tudo começou em Setembro’16, quando chegou ao CEI um cartaz a anunciar o concurso que o Banco Central Europeu (BCE) promove há já 5 anos, através do Banco de Portugal, para que estudantes do ensino secundário discutam e apresentem as suas ideias sobre a política monetária seguida pelo próprio BCE.

Política monetária?! Mas o que é isso?... 

A primeira fase do concurso consistiu em responder a um inquérito on-line sobre a história e funcionamento do BCE. 254 equipas de 96 escolas do país responderam ao desafio. A equipa constituída pelo Cláudio, Rita, Francisca, Catarina e Diana, da turma de economia do 10º ano do CEI, foi uma delas.

Esta fase foi provavelmente a mais divertida, pois conseguiram aprender muito sobre esta Instituição de forma simples e competitiva. Por exemplo, aprenderam que na sua atuação o BCE tem um e só um objetivo: assegurar a estabilidade dos preços, através de uma inflação abaixo, mas próximo dos 2% no médio prazo e que, para isso, o BCE reúne a cada 6 semanas e decide sobre as taxas de juro diretoras.

A equipa do CEI foi então, uma das 47 equipas que passou à 2ª fase do concurso: escrever um ensaio sobre a tomada da decisão de política monetária que o BCE iria fazer a 19 de Janeiro de 2017.

Agora é que as coisas começaram a apertar...

A política monetária consiste na tomada de decisões pelos bancos centrais, com vista a influenciar o custo e a disponibilidade de moeda numa economia.

Existe quase uma centena de conceitos que é preciso compreender antes de se conseguir entender como é que um banco central consegue influenciar o preço dos bens e serviços que compramos: taxa de juro, Euribor, estabilidade de preços, inflação, deflação, produto interno bruto, confiança, consumo, investimento, moeda, mecanismos de transmissão, crescimento económico, procura, oferta, taxa de desemprego, operações de refinanciamento, taxas de crescimento trimestrais em cadeia,  programa de compra de ativos, facilidades permanentes, importações, exportações, políticas não convencionais, projeções macroeconómicas, taxa de câmbio, agregados monetários, reformas estruturais, quantitative easing, etc., etc.... E não basta saber os conceitos, é preciso relacioná-los e perceber como é que influenciam a inflação!

Não é tarefa fácil! E não foi!

Em Novembro, a equipa teve uma ajuda preciosa do sr. Dr. Miguel Maya, Vice-Presidente do Millennium bcp que lhes veio falar sobre este tema que tem tanto de complexo, como de importante.

E assim, a equipa pôs mãos-à-obra e começou a analisar cada indicador. Mas era difícil, tão difícil... que a dada altura a equipa achou que não era capaz, que não valia a pena! E o sonho esteve mesmo, mesmo para terminar.

Mas a verdade é que a equipa do CEI foi uma das 31 equipas que enviou o seu ensaio, afirmando que o BCE não iria alterar as taxas de juro diretoras na sua reunião de 19.Janeiro pois, analisados todos os indicadores, o facto da inflação estar a recuperar não justificava uma descida das taxas de juro diretoras, mas que seria precipitado voltar a subir as taxas de juro, pois a inflação ainda estava aquém do objetivo.

Só já depois de Mário Draghi ter afirmado que o BCE iria manter as taxas de juro diretoras nos níveis atuais, é que veio o e-mail a anunciar que a equipa do CEI havia passado à 3ª e última fase do concurso, sendo convidada a apresentar e defender o seu ensaio ao júri do Banco de Portugal, em Lisboa, no início de Março.  Já só restavam 5 equipas em competição. 

Foram 3 semanas intensas de trabalho por parte da equipa Só CEI que nada CEI, que foi entretanto reforçada com 4 elementos muito motivados e empenhados: Josué, Pedro, Mariana e Diana do curso profissional de Técnico de Comércio. Todos juntos, estudaram, analisaram e compreenderam todo o mecanismo de transmissão de política monetária do BCE, que é que como quem diz, como é que as taxas de juro diretoras definidas pelo BCE estão a influenciar os preços dos bens e serviços, e também quais os impactos nesses preços de tudo o que se anda a passar na zona euro e no mundo.

Após a apresentação do trabalho por parte de cada aluno ao júri do CEI, ficou definido que o Cláudio, Francisca, Rita, Pedro e Josué iriam defender o ensaio do CEI ao Banco de Portugal. Infelizmente a organização do concurso não deixou fazer alteração à equipa, e apenas autorizaram a participação de 3 elementos: Cláudio, Francisco e Rita. Foi um infeliz contratempo mas que nem por isso, desmotivou esta equipa, que já começava a acreditar que seria capaz!

Estudados os efeitos do BREXIT e da eleição de Donald Trump nas exportações e na inflação da zona euro, analisados ao pormenor os riscos do programa de compra de ativos para o crescimento da economia e compreendidos os efeitos do aumento do crédito às empresas na taxa de desemprego e no consumo das famílias, a Francisca, a Rita e o Cláudio, apresentaram-se no auditório do Museu do Dinheiro perante um júri de 6 especialistas do Banco de Portugal para defenderem a sua opinião.

Não sabemos o que mais impressionou o júri: se a confiança com que apresentaram todo o ensaio, se a estrutura da apresentação que estava feita em PREZI, se o ar profissional que tiveram ao consultarem as suas notas organizadas nos tablets ou se a segurança com que responderam às questões colocadas, ... Mas sabemos que ficaram impressionados. 

Às 16h na nave do Museu do Dinheiro, o Administrador do Banco de Portugal, Dr. Helder Rosalino, anunciou que a equipa do “Só CEI que nada CEI” era a vencedora do concurso Geração Euro edição 2016/17, e aí os olhos da Francisca, da Rita e do Cláudio brilharam ao receber um cheque de 350 euros e o convite para irem ao BCE, em Frankfurt, conhecer o Dr. Mário Draghi, juntamente com as equipas vencedoras dos outros países do euro.

 

Valeu a pena não desistir e trabalhar!!!


PARABÉNS!!